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24 de set. de 2026

Killjoys, make some noise!!

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 Danger Days, amigoos. Hoje e sempre.

My Chemical Romance é um experiência. Fato. A primeira vez que pensei na estrutura de postagem(ns) pra falar sobre algo que foi tão importante na construção do meu gosto musical/visual imaginei que fosse legal fazer uma linha do tempo explicadinha, fundamentadinha, bonitinha (muitos inhas), mas não acho que faria muito sentido já que a minha trajetória com o MCR se deu de Three Cheers for Sweet Revenge, passou por The Black Parade (o que pra mim é o absolute cinema da carreira do MCR) e terminou em Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. Não acompanhei muito o que aconteceu, mas fazendo uma breve pesquisa descobri que teve singles de um álbum "rejeitado", disband, retorno, single, turnê e chegamos na fatídica informação de que The Black Parede faz 20 anos em 2026.

Parece que eu pisquei e acordei em outra realidade. No ensino médio vivia subindo e descendo a escadaria do colégio com meu MP4, escutando Helena, Welcome to the Black Parede e Famous Last Words direto. Possivelmente eu fui uma das poucas (se não a única) EMO loira do Colégio Santo Agostinho. Tivemos o hábito de só usar camiseta preta de banda de rock, amigooos. Usamos munhequeira quadriculada e excesso de lápis preto nos olhos. Não tivemos tênis All Star nessa época porque ainda existia os Freeday da fase anterior (mano da quebrada). E sim, esse parágrafo é completamente inútil nessa postagem.

Decidi separar meus fabulosos comentários nas três respectivas seções: Three Cheers for Sweet Revenge, The Black Parade e Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. E vamos começar pela menos dolorosa, já que confrontar coisas do passado (em um sentido mais analítico e contemplativo) faz meu coraçãozinho pouco amável sofrer bastante. 

Dito isso, It's time to do it now and do it loud.

Ver Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na) pela primeira vez foi muito doido. Esse MV desconstruiu o MCR de The Black Parede completamente. Ao invés da estética mórbida e escura, das letras fantasmagóricas e do estilo regime dark militar nós temos um cenário colorido pós apocalíptico futurista. A narrativa de uma luta contra o sistema. Um vídeo até que engraçadinho e com alguns takes cômicos em meio à uma clara crítica social. Me deu um certo vício, admito. Comprei uma jaquetinha azul escura (num tom absurdamente "cheguei") e fui feliz me sentindo uma própria Killjoy!

Sobre a letra, tem uma parte específica que eu acho fantástica:

Everybody wants to change the world. But no one. No one wants to die.

Puramente verdadeiro. I'd rather go to Hell. Than be in purgatory.

Continuando nossa historinha conceitual, temos SING, que começa absolutamente depois do final de Na Na Na. O vídeo traz uma atmosfera diferente do anterior: mais séria, densa, escura, meio depressiva. Os Killjoys estão na missão de resgatar a criancinha sequestrada em Na Na Na. Eles conseguem, mas os quatro morrem no processo. No final a criancinha consegue entrar na van duvidosa com o mano do Foo Fighters e os outros dois malucos coloridos. O clipe encerra com o Gerard (Party Poison) sendo colocado no saco mortuário da Better Living. A parte mais triste, cortaram e pintaram o cabelo dele, símbolo nítido de sua individualidade considerando o contexto do padrão estético da indústria.

Keep running!

Pedi pra IA transcrever a história dos Killjoys se baseando na cronologia: Art is a weapon (teaser) + Na Na Na + SING e recebi um textinho bem gostosinho de ler e coerente. Vou deixar só o começo, por questões de não quero deixar essa postagem enorme.

O ano é 2019.

Depois das chamadas Helium Wars, a Califórnia que conhecemos praticamente deixou de existir. No lugar das antigas cidades, existe um território árido dividido em Zones, atravessado por estradas, torres de transmissão abandonadas e pequenos refúgios de pessoas que ainda resistem ao controle de uma corporação chamada Better Living Industries.

No centro desse novo mundo está Battery City.

Branca, limpa, organizada e artificialmente tranquila, a cidade representa tudo aquilo que a Better Living Industries promete oferecer: segurança, estabilidade, felicidade e uma vida sem perturbações. Mas existe um preço. Para eliminar a dor, a BL/ind também elimina aquilo que torna as pessoas imprevisíveis. Emoções, individualidade, rebeldia e liberdade tornam-se inconvenientes que precisam ser controlados.

Fora dos limites de Battery City, porém, ainda existem pessoas que se recusam a desaparecer.

São os Killjoys.

Entre eles estão quatro figuras que se tornaram particularmente conhecidas nas Zones: Party Poison, Jet Star, Kobra Kid e Fun Ghoul.

Juntos, eles são os Fabulous Killjoys.

Não vou revisar porque já estou escrevendo isso aqui (tabeladamente) há três dias. E tenho outras coisas para fazer. Quando meu espírito estiver afim trago a continuação com "The Black Parede".

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