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21 de jan. de 2026

Memórias do Subsolo

4 comentários:

 o primeiro livro do ano!


2025 foi o ano mais lamentável e deprimente da última década pra mim, analisando pelo ponto de vista literário (e outros pontos de vista também, mas essa postagem não é sobre isso). Os únicos livros que consegui terminar foram: 

Quarta Asa, que basicamente é uma fantasia jovem que possui dragões e engloba um sistema de academia militar, batalhas, provas e busca constante por sobrevivência, e que quer levar o leitor a acreditar na extrema violência desse universo que mais parece recortes de vários outros livros desse gênero (não se enganem pela descrição, eu gostei bastante. Mas parando para pensar, talvez pelo fato de algumas questões beirarem o absurdo e não fazerem sentido nenhum com a proposta do período da trama).

e O Peso do Pássaro Morto, que me surpreendeu muito e conta a trajetória da personagem desde criança até a morte, retratando uma vida que pode ser considerada tão deprimente e lamentável quanto o meu ano literário de 2025.

Tirando esses títulos só tive tentativas fracassadas. Até que decidi dar um tempo e deixar a vontade voltar naturalmente. É isso que chamam de ressaca literária?

Eu tinha começado a ler Mentes Extraordinárias, mas em certo momento também me saturou.

Foi aí que um passeio despretensioso na livraria em busca de um título qualquer de psicologia (que tem me atraído absurdamente nas últimas semanas) me levou até a prateleira de literatura estrangeira.

Eu já tinha pensado várias vezes em ler Dostoiévski, principalmente pelo fato de sua escrita frequentemente retratar o sofrimento humano e a luta interna psicológica de seus personagens destruídos pela desesperança e falta de perspectiva. E esse foi o momento em que escolhi Memórias do Subsolo.

Não tenho palavras para dizer o quanto gostei da escrita. Por vezes nas leituras a linguagem excessiva moderna me irrita, principalmente quando me proponho a consumir um produto que promete um cenário antigo/épico. E estamos falando de um livro publicado em 1864, ou seja, naturalmente sua linguagem acompanha a escrita da época. Pretendo ainda ler a versão traduzida direto do russo, pois tenho a intuição de que será mais encantadora ainda.

E quanto à história, acompanhamos um personagem vivenciando um declínio psicológico, portanto o que mais tem são linhas e mais linhas de diálogos tanto internos quanto externos do que aparenta ser um vórtice complicado de pensamentos distorcidos e sentimentos derivados de traumas e desistência completa da vontade de viver, tudo condensado em constantes ataques de fúria e intenção de insultar ou agredir quem quer que fosse. 

Ou seja, o personagem principal parece estar enlouquecendo cada vez mais a cada interação consigo mesmo e com outros personagens.

Não me lembro quando foi a última vez que grifei parágrafos inteiros de um livro, se é que um dia o fiz.

Pretendo continuar lendo suas obras.

Tenho altas expectativas para os próximos.

"...naquela época eu era incapaz de amar, pois, repito, para mim, amar significava tiranizar e mostrar minha superioridade moral. Nunca em minha vida fui capaz de imaginar qualquer outro tipo de amor e, hoje em dia, cheguei ao ponto de às vezes pensar que o amor realmente consiste no direito - concedido livremente pelo objeto amado - de tiranizar sobre ele.

Mesmo em meus sonhos subterrâneos eu não imaginava o amor, a não ser como uma luta. Eu sempre começava com ódio e terminava com subjugação moral, e depois nunca sabia o que fazer com o objeto subjugado."

6 de jan. de 2026

Os primeiros dias do ano

2 comentários:

 

Não sei nem por onde começar essa mini postagem.

O começo desse ano foi bem conflitante (não encontrei uma palavra melhor para descrever). No final de 2025 estava bem animada e tudo mais, só que no dia primeiro me bateu uma bad terrível. Não entendi o que aconteceu, talvez tenha sido até uma questão hormonal, mas enfim, foi ruim. 

Depois melhorou.

Alguns highlights e coisas que quero me lembrar:

- Já comecei a ler o primeiro livro do ano: Mentes Brilhantes, e estou gostando bastante.
- Abandonei a rolagem infinita do TikTok e Instagram e tem me feito muito bem.
- Voltei a fazer anotações e conseguir prender minha atenção na leitura e em conteúdos mais longos de vídeo.
- Assisti alguns filmes com o meu pseudonamorado (me recuso a usar a palavra ficante), e nosso catálogo atual inclui: O Massacre da Serra Elétrica, Kingsman, Piratas do Caribe, Gonjiam: Asilo Assombrado e metade da série Dahmer.
- Fiz um plano de investimentos para o ano inteiro.
- Comprei dois vestidos novos.
- Fui no Starbucks com a minha irmã.
- Ganhei um set de anéis lindinhos demais.
- Cortei um pouco meu cabelo.
- Comprei cadernos, post-its e canetas.
- Estou fazendo um log diário e tem sido muito útil.

Um vídeo que recomendo:


Até breve!

28 de dez. de 2025

Planejamento Simplificado

Um comentário:

 para 2026!!

Todo final de ano eu me encontro no mesmo lugar: listando metas que quero alcançar no ano seguinte. Já fiz isso de várias formas, incluindo listas, blocos por seguimento, modelagens diferentes, etc... Um fato interessante e meio deprimente é que geralmente não alcanço a maioria delas. Fazendo uma breve análise cheguei à conclusão de que me falta objetividade (são muitas coisas para focar ao mesmo tempo e tenho baixa de energia com frequência) e me falta um sistema para mensurar o progresso.

Dito isso, comecei a pesquisar qual seria o modelo mais eficiente para a minha pessoa, depois adaptei para que fosse o mais administrável e simplificado possível.

O PLANO

3 objetivos para o ano, um em cada categoria: Vida pessoal, vida financeira/profissional e saúde física/mental.

OS OBJETIVOS

- vida pessoal: colocar consultas e exames em dia

- financeiro/profissional: aumentar minha receita mensal

- saúde física/mental: melhorar a resistência física

Cada objetivo tem um porquê e faz sentido quando considero a visão geral de como quero estar no final de 2026.

O MOTIVO

Três objetivos, um em cada área importante da vida, é alcançável e fácil de acompanhar. Se tiver muita coisa e precisar de muita manutenção, sei que vou falhar. É importante se conhecer bem o suficiente para não colocar expectativas muita altas e desanimar no processo. 

A METODOLOGIA

Criei um cronograma de execução de microtarefas para cada item. Estipulei dias exatos da semana, quantidades de ações e o comportamento mínimo aceitável, que para mim, foi a cereja do bolo porque supondo que haja uma falha no cronograma ainda é possível estar dentro do planejamento inicial. Simplesmente fantástico.

AS MÉTRICAS

O progresso deve ser medido/mesurado. Ponto. Métricas são essenciais quando falamos sobre metas/objetivos/projetos. É interessante deixar o mais prático e intuitivo possível, você do futuro vai agradecer na hora de revisar.

AS REVISÕES

Vou usar três tipos de revisão: 

- semanal: acompanhar as microtarefas e analisar a frequência de conclusão. Estrutura básica: o que foi feito, o que não foi feito, o porquê de não ter sido feito.

- mensal: observar como foram as semanas e descobrir se existe um padrão entre os dias que não consegui realizar as tarefas. ex: período, compromissos, condição climática, etc... Criar estratégias e fazer mudanças de acordo com os dados coletados.

- trimestral: aqui fica a análise geral e o fechamento do ciclo. Completei o objetivo? É melhor persistir nele ou outra área/questão precisa de mais atenção? Perguntas-chave sempre ajudam bastante na eficiência da definição dos próximos passos.

OS AJUSTES

É aqui que a mágica acontece. Não deu certo? Por quê? Encontre o motivo, ajuste, teste. É um ciclo constante. Não pretendo trocar os objetivos no primeiro trimestre (e se possível, no ano todo) porque são coisas que preciso para melhorar de vida, e esse deve ser sempre o meu objetivo master: evoluir. Mas pequenos ajustes nas microtarefas provavelmente serão necessários e é importante manter certa flexibilidade quanto à esse pensamento de mudança. Rigidez às vezes atrapalha o progresso.

Um vídeo bem legal sobre planejamento:


Até breve!