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Esse local é um laboratório pessoal digital, ou seja, um diário, arquivo de experiências, pequenos códigos, design, viagens, obsessões temporárias, coisas que você estou lendo, testando ou simplesmente achei interessante o suficiente para preservar. Navegue no menu abaixo ou na seção de tags no final da página.

2 de out. de 2026

Sobre ter um espaço virtual

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a.k.a: esse blog.

eu e a minha obsessão por esse gif ♥

Hoje é um daqueles dias em que meu corpo não está colaborando comigo (em termos de energia), então basicamente me sinto uma batata derretendo. Há tantas coisas que eu queria organizar aqui em casa, mas acho que já cheguei aonde eu conseguia chegar nesse momento. Em contrapartida, minha mente segue afiada e procurando coisas nas quais pensar. Vagando pela internet, buscando algo diferente ou divertido para sair um pouco do meu atual vício em youtube, encontrei um blog que tinha como última postagem uma informação de hiatus (algo comum nesse meio, você bem sabe se tiver um projeto desse tipo).

Duas coisas me chamaram a atenção no breve texto que li: a parte em que ela fala sobre não sentir que se encaixa mais no grupo social da blogosfera e a outra foi um agradecimento pelo blogger ter sido um espaço de pertencimento pra ela.

Imediatamente pensei em mim. Na verdade meio dolorida de que nunca me encaixei nos grupos sociais que se formavam na blogosfera e que mesmo interagindo e participando de projetos e contests, nunca cheguei a fazer amizades como vi e vejo acontecendo. E olha que estou aqui desde meados de 2008/2009. Esse fato incontestável poderia ser material suficiente para um declínio meio depressivo destinado à chegar na grande conclusão de que eu raramente faço amigos. E quando eu faço, geralmente não os mantenho. Eu poderia passar horas escrevendo parágrafos sobre os possíveis motivos para tal comportamento, porém, minha linha de raciocínio foi para uma direção contrária.

Por que sempre preciso ter um blog? Foi o que me perguntei. No começo eu gostava de compartilhar coisas sobre a minha obsessão pelo mercado audiovisual asiático, mas com o passar dos anos foi se moldando em um conteúdo (e nem sou muito fã desse "conceito") diferente. Passou a ser sobre experiências, memórias, um ou outro surto psicótico, textos reflexivos (às vezes meio baixo astral), ideias, planos, projetos, listas de coisas que eu não queria esquecer. Esse lugar tem que existir para quando eu preciso respirar, no sentido lúdico da palavra.

E por que aqui no blogger? As redes sociais sempre me pareceram restritivas demais. As plataformas modernas de hospedagem me causam uma sensação de profissionalismo que, sinceramente, eu não quero. Não para o meu espaço pessoal. Vi uma frase uma vez "quando seu hobbie te gerar dinheiro, arrume outro hobbie", acho que faz sentido. Gosto da liberdade de fazer o que quiser aqui, seja com o visual quase dark ou com os textos estranhos com pensamentos aleatórios que surgem de vez em quando. Gosto de sumir, voltar, saber que tudo vai estar do jeito que deixei. Meu refúgio, só à mim pertence.

30 de set. de 2026

Vamos diminuir a frequência

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para não enlouquecer.

A Marcela de 2024 escreveu uma postagem sobre como ela achava que "como seres humanos, somos incapazes de sustentar uma energia intensa de felicidade, otimismo e entusiasmo o tempo todo". Ela acrescentou um breve comentário sobre como é importante saber se hackear (que eu concordo) e fez uma listinha fofa de cinco itens úteis para esses momentos de adversidade: Escrever, fazer colagens, conversar com os amigos, assistir seu filme favorito e criar um mini projeto. Bem, amigoos, vamos ver como nos saímos dois anos pra frente, depois de decepções, desilusões, reformulações, crises de ansiedade, insanidade, desprezo pelas obrigações gerais e básicas da vida adulta, e ódio pelas convenções impostas pelo sistema opressor em que vivemos. Seja bem-vindo à versão atualizada de:


Lembrando que somos anarquistas agora. Somos revolucionários, malandros, estranhos e cansados. 

Para silenciar uma mente caótica depois dos trinta anos, minha primeira sugestão é FAZER NADA. 

#01 - PARE TUDO O QUE ESTIVER FAZENDO - Mesmo que seja breve, se dê um tempo. Quanto estiver chegando no limite, sua cabeça precisa parar de projetar cenários desanimadores. Excesso de preocupação é uma praga, e a parte mais interessante é que grande parte dessas suposições chatas e pessimistas não vão se concretizar. Você provavelmente vai conseguir resolver aquela pendência no tempo, vai se sair bem no seu compromisso, vai receber uma devolutiva positiva, vai pagar o boleto, vai ter o que precisa conseguir no prazo. A mente humana tende a ser traiçoeira, isso porque o cérebro busca o familiar, e infelizmente, geralmente o familiar é o que falta. O que falta fazer, o que falta resolver, o que falta comprar, o que falta apresentar... O sistema de criação atual (no nosso país e em grande parte do mundo) se baseia nisso. Fica enraizado. É difícil modificar anos de reforço de diretrizes. As redes sociais e o vício em comparação piorou toda a questão, sem contar os inúmeros gatilhos psicológicos que vem induzindo milhares de pessoas ao erro. Quando estiver turbulento demais, pare tudo.

#02 - DESCONECTE-SE - Um link direto com a sugestão número um. A internet é útil e possibilitou a simplificação e acesso de várias coisas. Hoje em dia, pode-se aprender quase tudo sem precisar se deslocar de casa ou pagar mensalidades superfaturadas, obviamente existem ressalvas, mas é um fato que ela mudou o ensino, o mercado de trabalho e até mesmo o jeito que as pessoas vivem suas vidas. Mas tem um lado ruim, principalmente quando não se sabe filtrar e dosar o que se está consumindo. Em um dia de mente ferrada ver alguns tipos de conteúdo vai te empurrar ladeira abaixo. Troque esse tempo online por algo que vai te trazer um estado de presença.

#03 - PRATIQUE UM HOBBIE (OU DESCUBRA UM NOVO) - Aqui vai entrar quatro sugestões da lista antiga em uma só: você pode escrever (de forma expressiva ou literária), fazer colagens (abstratas, com fotos, sobre algo que goste), assistir seus filmes favoritos (não ficar rolando página de streaming infinitamente, plmdds), criar um mini projeto (algo que possa ser concluído no mesmo dia) ou qualquer outra coisa que te faça respirar. Sem ansiedade, sem estresse, sem se preocupar se vai ficar bom ou não. É pra você e ninguém mais. Em uma era aonde sugere-se que tudo seja monetizável aquilo que fazemos como passatempo se tornou um artigo inútil. Não é justo. Crianças são felizes porque brincam e exploram. Adultos são desanimados e tristes porque em certo momento passaram a fazer só o que é obrigatório. Faça algo de que goste porque você quer e sem motivo nenhum a mais para isso.

#04 - FAÇA ALGO DE UM JEITO DIFERENTE - Mesmo que seja algo simples, como mudar o caminho que vai para algum lugar, o jeito de preparar o café, ou a forma que organiza suas coisas. Experimentação traz uma sensação gostosa. Parte do entusiasmo que reside nas pessoas criativas se dá por causa do constante hábito da exploração. 

#05 - PISE NA GRAMA, NA AREIA OU NA ÁGUA - Ou seja, contato com a natureza. Estudos sobre exposição a ambientes naturais associam esse contato a redução do estresse percebido, melhora do humor, restauração da atenção e, em alguns contextos, redução de marcadores fisiológicos de estresse. Natureza também significa luz natural, passar algum tempo ao ar livre, principalmente durante o dia, aumenta nossa exposição à luz natural, que é um dos principais sinais utilizados pelo cérebro para sincronizar o ritmo circadiano (relógio biológico natural do corpo que se repete a cada 24 horas para funções regulares como sono, hormônios e temperatura). 

#anarquismorevolucionário
 

28 de set. de 2026

Mais um dia na praia

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 aconteceu de novo, amigoos ♥

No mês passado eu e o meu namorado tivemos nossa primeira experiência viajando para a praia juntos. O dia estava frio, nublado, não sabíamos muito bem o que esperar e como era a cidade, nem o que iríamos encontrar em termos de estrutura e facilidades. Fizemos muita coisa no improviso, o que teve sua relevância, já que pudemos adaptar melhor nosso roteiro e nossas malas (mochilas, no caso). Nessa segunda viagem conseguimos nos localizar muito melhor (mesmo ocasionalmente nos perdendo em uma rua ou outra), conseguimos explorar não só a região em que estávamos (balneário Riviera), mas também o centro e Caiobá (a parte mais urbana da cidade).  

Algumas informações úteis sobre a cidade de Matinhos:
- Tem cerca de 38mil habitantes e área de aprox. 118km²
- Fica espremida entre oceano, planície costeira e áreas naturais da Serra do Mar
- Fácil acesso rodoviário de Curitiba (média de 1:40h)
- Caiobá é a área mais conhecida turisticamente
- Tem unidade de emergência 24h, mas ainda não tem hospital próprio (encaminhamentos para internação e atendimentos de alta complexidade são encaminhados para Paranaguá)
- Tem uma sequência longa de balneários espalhados por aprox. 17km de litoral
- Pessoas carismáticas, ritmo desacelerado
- Tem uma feirinha muito bonitinha no centro da cidade
- Parquinhos públicos infantis bem organizados
- Praia Mansa é uma localidade excelente para ir com crianças (praia muito calma)
- Patinetes e motos elétricas são meios de transporte muito usados e podem ser alugados via aplicativo
- O Pico de Matinhos é um ótimo lugar para parar e apreciar o mar
- Calçadão limpo e bem estruturado para caminhar
- Iluminação noturna
- Tem aulas de surf perto do pico
- Pousadas que ficamos: Pousada São Gerônimo (top 1) e Pousada Solar das Ondas (top 2)

Checklist para a próxima viagem:
- Reduzir o volume de coisas (encontrar um equilíbrio entre o necessário e o suficiente)
- Hospedagem mais perto do centro
- Passar protetor solar mais vezes
- Melhor almoçar em restaurantes com buffet self-service do que por pedidos em cardápio (demorou demais)
- Levar para a excursão diária o mínimo de coisas possível 
- Verificar os tickets de passagem alguns dias antes

24 de set. de 2026

Killjoys, make some noise!!

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 Danger Days, amigoos. Hoje e sempre.

My Chemical Romance é um experiência. Fato. A primeira vez que pensei na estrutura de postagem(ns) pra falar sobre algo que foi tão importante na construção do meu gosto musical/visual imaginei que fosse legal fazer uma linha do tempo explicadinha, fundamentadinha, bonitinha (muitos inhas), mas não acho que faria muito sentido já que a minha trajetória com o MCR se deu de Three Cheers for Sweet Revenge, passou por The Black Parade (o que pra mim é o absolute cinema da carreira do MCR) e terminou em Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. Não acompanhei muito o que aconteceu, mas fazendo uma breve pesquisa descobri que teve singles de um álbum "rejeitado", disband, retorno, single, turnê e chegamos na fatídica informação de que The Black Parede faz 20 anos em 2026.

Parece que eu pisquei e acordei em outra realidade. No ensino médio vivia subindo e descendo a escadaria do colégio com meu MP4, escutando Helena, Welcome to the Black Parede e Famous Last Words direto. Possivelmente eu fui uma das poucas (se não a única) EMO loira do Colégio Santo Agostinho. Tivemos o hábito de só usar camiseta preta de banda de rock, amigooos. Usamos munhequeira quadriculada e excesso de lápis preto nos olhos. Não tivemos tênis All Star nessa época porque ainda existia os Freeday da fase anterior (mano da quebrada). E sim, esse parágrafo é completamente inútil nessa postagem.

Decidi separar meus fabulosos comentários nas três respectivas seções: Three Cheers for Sweet Revenge, The Black Parade e Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. E vamos começar pela menos dolorosa, já que confrontar coisas do passado (em um sentido mais analítico e contemplativo) faz meu coraçãozinho pouco amável sofrer bastante. 

Dito isso, It's time to do it now and do it loud.

Ver Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na) pela primeira vez foi muito doido. Esse MV desconstruiu o MCR de The Black Parede completamente. Ao invés da estética mórbida e escura, das letras fantasmagóricas e do estilo regime dark militar nós temos um cenário colorido pós apocalíptico futurista. A narrativa de uma luta contra o sistema. Um vídeo até que engraçadinho e com alguns takes cômicos em meio à uma clara crítica social. Me deu um certo vício, admito. Comprei uma jaquetinha azul escura (num tom absurdamente "cheguei") e fui feliz me sentindo uma própria Killjoy!

Sobre a letra, tem uma parte específica que eu acho fantástica:

Everybody wants to change the world. But no one. No one wants to die.

Puramente verdadeiro. I'd rather go to Hell. Than be in purgatory.

Continuando nossa historinha conceitual, temos SING, que começa absolutamente depois do final de Na Na Na. O vídeo traz uma atmosfera diferente do anterior: mais séria, densa, escura, meio depressiva. Os Killjoys estão na missão de resgatar a criancinha sequestrada em Na Na Na. Eles conseguem, mas os quatro morrem no processo. No final a criancinha consegue entrar na van duvidosa com o mano do Foo Fighters e os outros dois malucos coloridos. O clipe encerra com o Gerard (Party Poison) sendo colocado no saco mortuário da Better Living. A parte mais triste, cortaram e pintaram o cabelo dele, símbolo nítido de sua individualidade considerando o contexto do padrão estético da indústria.

Keep running!

Pedi pra IA transcrever a história dos Killjoys se baseando na cronologia: Art is a weapon (teaser) + Na Na Na + SING e recebi um textinho bem gostosinho de ler e coerente. Vou deixar só o começo, por questões de não quero deixar essa postagem enorme.

O ano é 2019.

Depois das chamadas Helium Wars, a Califórnia que conhecemos praticamente deixou de existir. No lugar das antigas cidades, existe um território árido dividido em Zones, atravessado por estradas, torres de transmissão abandonadas e pequenos refúgios de pessoas que ainda resistem ao controle de uma corporação chamada Better Living Industries.

No centro desse novo mundo está Battery City.

Branca, limpa, organizada e artificialmente tranquila, a cidade representa tudo aquilo que a Better Living Industries promete oferecer: segurança, estabilidade, felicidade e uma vida sem perturbações. Mas existe um preço. Para eliminar a dor, a BL/ind também elimina aquilo que torna as pessoas imprevisíveis. Emoções, individualidade, rebeldia e liberdade tornam-se inconvenientes que precisam ser controlados.

Fora dos limites de Battery City, porém, ainda existem pessoas que se recusam a desaparecer.

São os Killjoys.

Entre eles estão quatro figuras que se tornaram particularmente conhecidas nas Zones: Party Poison, Jet Star, Kobra Kid e Fun Ghoul.

Juntos, eles são os Fabulous Killjoys.

Não vou revisar porque já estou escrevendo isso aqui (tabeladamente) há três dias. E tenho outras coisas para fazer. Quando meu espírito estiver afim trago a continuação com "The Black Parede".

22 de set. de 2026

26 coisas para fazer

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 antes do final de 2026!

Vamos tentar, amigoos? O nome do jogo agora é coerência. Não adianta arriscar muito alto nesse momento da vida, já é um indicativo de sucesso estarmos aqui em meados de setembro, quando tantas vezes antes já havíamos desistido dos nossos projetinhos (papo de maluco? possível). Pensemos no básico que precisa ser feito e não criemos pânico. Tenho fé em nós (em mim, no caso), e te encorajo a criar sua listinha para completarmos 2026 com a sensação de que conseguimos, de fato. Tudo de memória e usando a métrica do fácil e realizável.

01. Concluir o máximo possível da minha lista de livros em andamento (atualmente tem 12)
02. Doar/trocar/vender os livros que decidi tirar da estante
03. Fazer mais uma organização completa no guarda-roupas e tirar o que não tem mais utilidade
04. Conhecer algum lugar que ainda não conheço de Curitiba
05. Atualizar o Manifesto de Vida 
06. Comprar uma fritadeira elétrica (carai, mano, pare de querer economizar nisso)
07. Ir de novo para a praia (porque preciso de mar e areia para ser feliz ♥)
08. Praticar com aquarela pelo menos 1x na semana (aproximadamente 15 semanas até o ano terminar)
09. Tirar um final de semana exclusivamente para praticar alguns hobbies: ler, escrever, pintar, pixel art, tricô, fazer velas, etc...
10. Preencher 5 plásticos do meu binder reserva (cada plástico representa um valor específico e tenho 2 completos até agora)
11. Revisar o manuscrito da minha história
12. Planejar um novo projeto (seguindo a lógica do Novo Ano, Novo Projeto)
13. Criar uma possibilidade de nova fonte de renda (começar a trilhar o caminho)
14. Beber mais água (sim, você leu certo, triste e deplorável)
15. Contratar um plano de saúde (minhas crianças tem e eu não, porque economizo nas coisas erradas)
16. Escrever um conto (praticar é o mínimo)
17. Fazer um estudo sério sobre cores e formas (a Bauhaus é um excelente começo)
18. Fazer uns marcadores de livro (seja manual ou impresso)
19. Trocar as borrachinhas do meu óculos
20. Decorar minha casa para o Natal ♥
21. Aprender alguma coisa legal (qualquer coisa de qualquer nível de dificuldade)
22. Pensar no que fazer da vida em 2027
23. Pintar as unhas no salão pelo menos mais uma vez (esse ano tá rude, viu! E olha que gosto disso pra caramba, me deixa feliz)
24. Sair e passear nas lojinhas com a minha irmã (faz tempo que não praticamos a irmandade através do turismo e do consumo capitalista)
25. Fazer algo diferente no ano novo (difícil colocar em prática, mas seria bacana)
26. Sobreviver (vai que né!)