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20 de set. de 2026

Revisando Trechos de Postagens

 que me fazem questionar minha sanidade mental (acho que ela não existe).

não adianta negar, dentro da minha cabeça é assim 75% do tempo.

Estive navegando nas postagens antigas e perdidas do Graveyard, que dentro da minha trilogia de blogs seria o cemitério (óbvio, duuhh). *Para motivos de explicação: BROKEN: foi o sanatório, Graveyard: o cemitério e TAEH: a casa de reabilitação* e encontrei alguns textos que dariam um excelente material para 52 sessões de terapia (que eu acho que resultariam em uma receitinha colorida de via dupla (e sim, isso é humor sobre uma coisa séria, mas cá entre nós: supõe-se que eu tenha bipolaridade e/ou depressão funcional, então, me dá um tempo e me deixa ser feliz dentro do possível. É menos nocivo levar para o lado do humor do que encher um balde de lágrimas)). E voltando: Achei umas postagens da jovem Marcela de 2023/2024 que oscilam entre o drama, a loucura e a (in)coerência. E tem coisa legal também, vamos curtir esse breve momento de entretenimento passivo-tóxico.

Começando pelo post de 07 de março de 2023, chamado Nostalgia.

Eu penso muito no passado. 

Na realidade, a frequência e períodos aos quais eu me dedico a pensar no passado chegam a ser preocupantes. É romantizado, e sei que essa sensação de que foi tudo tão maravilhoso é ilusória. Teve momentos ruins, teve momentos difíceis, e teve muita coisa que quase acabou comigo. 

Ainda assim, o passado é atraente. 

Acho que a grande verdade é que a vida adulta é chata. Nós temos muitas responsabilidades, e não existe mais quem possa ajudar a resolver os problemas. Sei que crescer tem todo esse lance de maturidade e é necessário tomar responsabilidade pelas próprias decisões, e caramba, tá certo. Mas não deixa de ser chato! 

Honestamente, não sei o que me chateia tanto quando paro para pensar nisso. Se são as decisões que eu tomei e as escolhas que eu fiz, ou todo o panorama de que a vida é isso. É uma corrida que só acaba com a morte. E de que valeu todo esse esforço e sacrifício? Existe um além? Geralmente acredito que sim, mas tenho desejado que não. 

Parece cansativo demais viver todo esse ciclo aqui e ainda ter que continuar. É exaustivo. Minha mente está ferrada há bastante tempo, por isso faço várias coisas.

 Eu ainda penso muito no passado. Hahahahahaahah.

E esse passado ao qual eu me refiro provavelmente era da época do ensino médio, sair com amigos, jogar Metin2 e assistir animes até tarde. Porque meu passado recente é bem pior do que o que eu vivo agora. Gosto da sensação de liberdade que conquistei depois da separação, foi o ponto alto da minha vida até agora. Não me lembro do que aconteceu de tão ruim para que eu escrevesse algo assim, mas naquela época tudo era meio que ruim.

Tem um texto bem legal Sobre a Arte de 15 de setembro de 2023. Na semana do meu aniversário (14 de setembro) eu geralmente fico inspirada, então é normal existir algo mais otimista e contemplativo publicado. Achei bem organizado, fundamentado, argumentativo e lógico. E acho que merece ser reescrito. Foi catalogado no banco de ideias. 

Em 31 de janeiro de 2024 tivemos o fatídico Falhei, mas falhei bem:

Então, voltaremos ao exato segundo dia do primeiro mês do ano de 2024, um momento em que Eu. Tinha. Sonhos. E eu lhe explico, cidadão anônimo. Fiz o que eu chamo de intenções (e não metas, porque se eu chamar algo de meta, provavelmente não vou concluí-la), que são pequenos objetivos para cumprir diária ou semanalmente. 

Até aí, ok. Tudo dentro do possível e esperado, não fosse pelo fato de que até no básico eu falhei, mas falhei bem, porque cultivei uns hábitos que não estava conseguindo (e nem tentando) manter em 2023.

Minhas intenções envolviam hábitos saudáveis primários para o ser humano (como tomar dois litros de água por dia e comer frutas), e para observá-los e tentar me manter mais disciplinada, fiz um lindo gráfico popularmente conhecido como Monitoramento de Hábitos (habit tracker).

 A comunicação dessa postagem sugere que eu estava no ápice do meu colapso mental. E inclusive, cultivar hábitos saudáveis para o ser humano continua sendo algo bem complexo para a minha pessoa.

Em 02 de fevereiro de 2024 eu criei a falecida página de perfil:

Basicamente, eu tinha cinco reais e um sonho quando decidi criar esse espaço aqui. 

Na verdade, eu estava com tédio mesmo, e lembrei que uma das minhas várias personalidades é meio masoquista e adora ficar horas quebrando a cabeça e brincando com linhas de HTML sem nenhuma razão ou motivo em específico. 

Isso somado ao fato de que andei vagando por aí e vendo uns blogs bem legais cheios de firulas e afins, e eu com toda a minha maturidade projetei o Quase Criativa para ser um lugar simples com conteúdo mais relevante e mandei o Broken para o além já que sei lá o que passou na minha cabeça e eu só não queria postar mais nele porque sou esquisita, decidi que a única opção viável para acalmar meu espírito controverso seria criar uma espécie de perfil pessoal sem nenhuma expectativa.

Adoro o fato de eu me reconhecer como sendo esquisita direto. Gehehehhee. O Quase Criativa surgiu como um projeto voltado para a escrita/criatividade, mas depois eu deixei meu espírito perturbado levar para outra direção mais livre e se tornou o Graveyard.

Em 03 de fevereiro de 2024 tivemos o texto sobre "o dia em que eu fui enganada" que contava a experiência de eu ter sido convidada por um grupo de garotas para assistirmos um stand up só para mulheres e eu ter chegado lá e descoberto que era um bloquinho de carnaval com extrema conotação sexual em que os garçons subiam no palco e tiravam a camiseta enquanto dançavam. 

Em 05 de fevereiro tivemos uma postagem falando sobre projetinhos aleatórios:

Às vezes eu penso que a minha cabeça é uma tormenta, às vezes eu só acho que eu sou mal organizada mesmo. E eu preciso falar um pouco sobre isso. 

Talvez você, cidadão anônimo, tenha conhecido esse blog através do falecido BROKEN (que está aberto nesse momento por motivos de eu ser vida loka), e se esse é o caso, talvez saiba que eu o abandonei porque eu não queria mais lidar com ele, devido ao meu vício em layouts e fazer postagens sem relevância nenhuma (não que esse lugar aqui tenha muita relevância, mas pelo menos ele tem um tema). Acontece que, eu tenho uma questão bem séria com entusiasmo. 

Na real, se eu não sentir entusiasmo, as coisas ficam abandonadas no meio do caminho. 

Se eu sentir entusiasmo, eu vou fazer até o que não precisa ser feito.

Essa questão com o entusiasmo permanece muito frequente ainda. Atualmente eu trabalho com a internet e noto bastante essa dificuldade em sentar na frente do computador pra produzir algo quando o projeto não me dá essa sensação de "euforia". Melhorou bastante, mas continua existente. O vício em layouts foi uma fase bem gostosinha e cheia de energia e criatividade. Nos dias atuais não tenho mais essa imaginação e nem esse pique. E eu noto que comentava bastante sobre o blog antigo, acho que sentia falta do ambiente caótico que era o Broken. Não sobrou nada, infelizmente, para que eu pudesse avaliar o conteúdo.

 Em 07 de fevereiro de 2024 eu escrevi sobre o medo:

Mesmo que seja embaraçoso admitir, eu tenho o medo quase o tempo todo. Principalmente um medo bizarro de fazer as coisas para as quais fui treinada para fazer (isso faz sentido?). 

Em meados de 2010 trabalhei na farmácia central de um hospital. Como os outros jovens da minha idade (17/18/19) comecei na base da pirâmide, apenas entregando pacotinhos de medicamentos nas unidades. Era uma atividade simples e mecânica, sem muitas decisões, riscos ou dificuldades. O máximo que acontecia era alguma das auxiliares de enfermagem pedirem algum tipo de ajuda, mas sempre coisas fáceis e que não demonstrassem risco para ninguém. Até que eu fui promovida. Não era mais eu entregando os medicamentos, era eu os separando. Até aí tudo bem. Até que eu fui designada para a farmácia do centro cirúrgico. 

Lembro perfeitamente da primeira parada cardíaca de um paciente. 

Médicos e auxiliares correndo de um lado para o outro pegando equipamentos e gritando por medicamentos, o desespero quase criando uma névoa no ambiente, e com razão, já que uma vida estava em risco. Deu tudo certo. Mas passei dias com aquela sensação pesando meu coração. Se eu não tivesse entregado tudo no tempo certo, se eu tivesse atrasado um pouco que fosse, eu poderia ter matado alguém indiretamente.

Essa postagem originalmente era sobre o meu medo de dirigir. É um texto longo e com várias camadas, mas quis destacar essa confissão de sentir medo quase o tempo todo, que é uma realidade. E esse trecho sobre a primeira experiência de parada no centro cirúrgico. Continua vívido na minha memória. O pavor daquele momento é indescritível. 

Essas quotes cobriram mais ou menos um terço do conteúdo postado no Graveyard.

Acho que a parte mais interessante de ter arquivos (seja digitais/públicos ou não) é revisitar o que existia dentro da nossa mente naquele momento. É um exercício que não faço com tanta frequência. Sempre revejo meus cadernos, mas não são diários respectivamente (e um artigo atualizado sobre cadernos seria útil), então a experiência de leitura é diferente. 

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